sábado, 29 de dezembro de 2012

 

PARQUE NACIONAL SERRA DA CAPIVARA

( National Park of the Sierra Capybara )

( Reportagem Especial n º 03 )

 


 
      O Parque da Serra da Capivara fica localizado no Estado do Piauí, próximo ao município de São Raimundo Nonato, a sua área ocupa também terras dos municípios de João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias(área total de 129.140 ha) , tem seu início no período pré-colombiano, ou seja, há 570 milhões de anos atrás, sua formação geológica possui rochas cristalinas, granitos e gnaisses, também mármores são encontrados na faixa de dobramentos Riacho do Pontal. Essas rochas aparecem à frente da Serra da Capivara, formando "ilhas de relevo"  que são chamadas inselbergs, os serrotes de calcário têm grande importância na formação de grutas e cavernas, nesses locais são achados vestígios arqueológicos e paleontológicos.
     Na região plana da Serra, durante milhares de anos, vem se formando centenas de lagoas (foto nº 01), onde as águas das chuvas são armazenadas, servindo para consumo da população local, além disso abrigam vestígios da megafauna, preguiças-gigantes, mastodontes, e tigres dente-de-sabre.
     O clima na região tem temperatura média de 28º C, no mês mais frio, que é junho, a temperatura média de 25º C, máxima 35º C, a mínima de 12º C.
     No sopé da Serra da Capivara, temos noites mais frias, a temperatura chega a 10º C. Há transição do clima sub-úmido/ semi-árido que corresponde à zona de passagem entre o Cerrado e a Caatinga situada na área Nordeste do Parque.

     Em 1991 iniciaram-se as pesquisas na Serra da Capivara, foram os paleontólogos franceses Dr. Claude Guérin, da Universidade Claude Bernard-Lyon, e a Dra. Martine Faure, da Universidade Lumière-Lyon.
     Nas suas pesquisas foram identificadas uma rica fauna de animais viventes e extintos, os mamíferos de grande porte, que são chamados Megafauna, habitaram essa região desde o final do pleistoceno até o começo do holoceno.

     No momento atual, o Laboratório de Paleontologia da FUMDHAM ( Fundação Museu do Homem Americano ), vem realizando pesquisas referentes a dois projetos:

_ Evolução e distribuição geográfica da fauna fóssil do Parque Nacional da Serra da Capivara;
_ Projeto de Integração do Rio São Francisco com bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional.

     A Megafauna pleistocênica da região do Parque Nacional da Serra da Capivara compõem-se por:

  •   Preguiças-gigantes ( Megatheriidae Eremotherium );
  •  Toxodontes ( Toxodontidae ), se assemelham ao hipopótamo, mas não são parentes;
  •  Gliptodontes ( Glyptodontidae ), nos dias de hoje lembram o tatu;
  •  Pampatérios ( Pampatherium e Holmesina ), também lembram os tatus de hoje, porém tem tamanho maior que o  Gliptodontes;
  •  Mastodonte ( Stegomastodom Waringi ), tinham uma aparência distante dos atuais elefantes;
  •  Hippidien principale e Equus neogaeus, o primeiro tem características primitivas, só o segundo nos lembra os atuais cavalos;
  •  Macrauquênia ( Macrauchenidae ), não possui nenhum análogo atual;
  •  Lhama ( Paleolama ), tem semelhanças com as atuais lhamas ( Camelidae ), porém seu porte é bem maior que a espécie dos nossos dias;
  •  Tigre dentes-de-sabre ( Smilodon populator ) é um dos maiores mamíferos já extintos.
     Na localidade Toca de Cima dos Pilão, pesquisadores encontraram vestígios ósseos de Smilodon, o que levou a concluir
 que esse local era antiga habitação para esses animais.

     Foram registrados até o presente no Parque Nacional da Serra da Capivara os seguintes números, 37 espécies de mamíferos não voadores, 24 espécies de morcegos (que são voadores), 207 espécies de aves, 19 de lagartos, 17 de serpentes e 17 de jias e sapos, novas espécies são encontradas com frequência na região.

    O processo de formação das camadas arqueológicas neste sítio durou 100.000 anos. As escavações na região começaram em 1978 e levaram 10 anos, foram feitas descobertas dos mais antigos vestígios da presença humana nas Américas, até os dias de hoje, fogueiras estruturadas e grandes variedades de artefatos de pedra lascada.
     Os vestígios mais antigos são duas manchas vermelhas datadas de 23.000 anos, existem dois segmentos de reta paralelas que data de 17.000 anos, diversas fíguras que foram pintadas nas paredes, datam de 12.000 e 6.000 anos atrás.

     No Sítio do Meio foram encontrados fragmentos de cerâmica mais antigos das Américas, datado de 8.960 anos e, o primeiro artefato americano de pedra lascada, uma machadinha de 9.200 anos.
     Na Toca das Moendas, foi encontrado um dente de veado galheiro, datado de 22.000 anos. Pesquisadores encontraram vestígios de povos que viviam em aldeias circulares, entre 3.000 e 1.600 anos. Vestígios de povos agrícolas foram encontrados entre 3.500-3.000 anos atrás, plantava-se basicamente, milho, feijão, cabaça e amendoim.
     No Sítio Cana Brava, foi registrada uma ocupação humana por mais de 300 anos, encontraram fogueiras com restos de ossos de animais, sementes e coquinhos queimados.

     Na área do Parque, temos tradição nordeste de pintura rupestre, elas são:

     Grafismos reconhecíveis ( figuras humanas, animais, plantas e objetos);
     Grafismos puros ( que não são identificáveis ).

     Devemos lembrar que dentro do Parque só é permitido tirar fotografias, pois é proibido:

     - Fazer barulho;
     - Jogar lixo fora das lixeiras;
     - Fumar;
     - Tirar pedras e
     - Mudas de plantas e animais do seu lugar e do seu ambiente natural.

     Pode-se visitar o Parque com autorização e paga-se uma taxa de 22,00 reais, brasileiros e estrangeiros residentes no país pagam 11,00 reais.
    
     Preserve o que é nosso e visite os Parques Nacionais, todos são de rara beleza.



    

  ( Foto nº 01) Créditos: FUMDHAM

Região plana da Serra, onde encontramos vários lagos.





    

   ( Foto n º 02) Créditos: IBGE/FUMDHAM





























         (Foto nº 03) Créditos: Satélite Landsat




































Observamos toda a grandeza do  parque.


 




   (Foto nº 04) Créditos: Laboratório de Geoprocessamento

     Circuitos Turísticos:
    Amarelo: Circuito Turístico Baixão das Mulheres
    Vermelho: Circuito Turístico Pedra Furada / Sítio do Meio
   
    





(Foto nº 05) Créditos: O Marco Ambiental







  Logotipo do Parque com seu símbolo, CAPIVARA.





(Foto nº 06) Créditos: O Marco Ambiental












Placas indicativas no Parque, utilizando desenho rupestre.








(Foto nº 07) Créditos: O Marco Ambiental












A seca chega em algumas áreas do Parque







(Foto nº 08) Créditos: O Marco Ambiental



Próximo ao paredão a vegetação ainda permanece verde.













(Foto nº 09) Créditos: O Marco Ambiental






Presas do Tigre Dente de Sabre
(achado na Toca de Cima dos Pilão)












(Foto nº 10) Créditos: O Marco Ambiental












Placa indicativa sobre Sítio do Meio.



(Foto nº 11) Créditos: O Marco Ambiental



Bloco de rocha que 
desmoronou da parte alta do rochedo.









(Foto nº 12) Créditos: O Marco Ambiental









Observe a erosão produzida pelo rio que descia o boqueirão e passava no sopé do rochedo, criando um abrigo natural.




(Foto nº 13) Créditos: O Marco Ambiental

Passarela onde os visitantes podem ver
pinturas rupestres no paredão, bem como abaixo sítio arqueológico já pesquisado.






(Foto nº 14) Créditos: O Marco Ambiental



Os sítios arqueológicos
são bem sinalizados por setas indicativas.









(Foto nº 15) Créditos: O Marco Ambiental




Placa indicativa do
Boqueirão da Pedra 
Furada.








(Foto nº 16) Créditos: O Marco Ambiental



Uma das trilhas que levam ao Sítio da Pedra furada.









(Foto nº 17) Créditos: O Marco Ambiental









Sítio Boqueirão da Pedra Furada.



(Foto nº 18) Créditos: O Marco Ambiental










Anfiteatro da Pedra Furada. Local onde se realiza o Festival de Cultura Acordais.




(Foto nº 19) Créditos: O Marco Ambiental


Área do Anfiteatro para acomodar o público.



 







(Foto nº 20) Créditos: O Marco Ambiental



Desenho símbolo
do Parque.









(Foto nº 21) Créditos: O Marco Ambiental
Pintura rupestre do "beijo"

 

(Foto nº 22) Créditos: O Marco Ambiental


Sítio arqueológico
já pesquisado.



 








(Foto nº 23) Créditos: O Marco Ambiental
Passarela para observação dos visitantes, Sítio do Boqueirão da Pedra Furada.







(Foto nº 24) Créditos: O Marco Ambiental




















(Foto nº 25) Créditos: O Marco Ambiental




Área bem preservada
de vegetação.









 



(Foto nº 26) Créditos: O Marco Ambiental

Baixão das Andorinhas I








(Foto n º 27) Créditos : O Marco Ambiental
Baixão das Andorinhas II





(Foto nº 28) Créditos: O Marco Ambiental
Baixão das Andorinhas III








(Foto n º 29) Créditos: O Marco Ambiental
Baixão das Andorinhas IV








(Foto nº 30) Créditos: O Marco Ambiental
Lago Artificial para Dessedentação dos animais em épocas de secas.






(Foto nº 31) Créditos: O Marco Ambiental
Gameleira-Caldeirão da Escuridão I






(Foto nº 32) Créditos: O Marco Ambiental
Raízes da Gameleira-Caldeirão da Escuridão II







(Foto nº 33) Créditos: O Marco Ambiental
Um espécime de símio pertencente ao Parque.






(Foto nº34) Créditos: O Marco Ambiental 
Observe o paredão com manchas brancas(caliça)






(Foto nº 35) Créditos: O Marco Ambiental
Essas manchas são carreadas pelas chuvas,
estão degradando os desenhos e pinturas rupestres,
está sendo colocado uma proteção(pingueira) acima dos desenhos.







(Foto n º 36) Créditos: O Marco Ambiental
Museu do Homem Americano, em São Raimundo Nonato.




(Foto nº 37) Créditos: O Marco Ambiental
Museu possui infra-estrutura de primeira grandeza, vemos um elevador para cadeirantes.











(Foto nº 38) Créditos: O Marco Ambiental
priodontes giganteus, O Tatu Canastra.








(Foto nº 39) Créditos: O Marco Ambiental
Pedras lascadas(Líticos), análises realizadas pelo Dr. Bonnichessen(Universidade do Texas), constataram que os objetos são de 100.000 mil anos atrás.






(Foto nº 40) Créditos: O Marco Ambiental
Fezes fossilizadas com idade de 3.900 anos




(Foto nº 41) Créditos: O Marco Ambiental
Enterramento Tríplice, esta réplica é de uma pequena sala da gruta onde foram achados três corpos, um de uma criança e dois de adultos. A criança parece ter sido enterrada depois,sua datação de 980anos, os corpos dos adultos até hoje foi impossível datar, pois não existe mais matéria orgânica neles.






(Foto nº 42) Créditos: O Marco Ambiental
Urnas Funerárias




(Foto nº 43) Créditos: O Marco Ambiental





Os visitantes podem fazer pesquisa arqueológica no painel virtual.





(Foto nº 44) Créditos: O Marco Ambiental
Esqueleto Humano (pré-histórico).



(Foto n 45) Créditos: O Marco Ambiental
(Preguiça gigante)
Eremotherium ( Crânio e Mandíbula) encontrado
na Lagoa do Quari.





(Foto n 46) Créditos: O Marco Ambiental
Uma Arara Vermelha e uma Arara Azul, ficam no restaurante próximo ao Parque Serra da Capivara.




(Foto n 47) Créditos: O Marco Ambiental

Uma representação de um ritual de dança.










              (Foto n 48) Créditos: O Marco Ambiental



 "Um povo que não conhece seu passado e muito menos preserva-o, não terá futuro".


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OBS: As fotos foram doadas ao arquivo do Blog: O Marco Ambiental por, Alice Izabel e Waldemir Neto(prof. da Univasf).

sábado, 22 de dezembro de 2012

DENÚNCIA DE DESMATAMENTO DOS MANGUEZAIS
(Denunciation of Deforestation of the Mangroves)
(Matéria Extra nº 01)



     Em um claro desrespeito as leis ambientais, no bairro da Estância/Jiquiá na cidade de Recife , está ocorrendo uma destruição silenciosa dos manguezais na área. Em vários pontos estão sendo aterrados o manguezal e a derrubada da vegetação está acelerada.

    Apesar de que em uma das ruas existir uma placa dizendo: Área de Preservação Ambiental, conforme Lei nº 4771/65(veja o novo Código Florestal) a mesma não trás nenhum constrangimento as pessoas que atuam na região. Muitas ruas próximas a área de manguezal estão crescendo assustadoramente, sem que nenhuma autoridade de fiscalização ambiental tome providências, impedindo o desmatamento da vegetação no referido bairro. Estas são algumas das ruas onde o Crime Ambiental está ocorrendo: Rua Jornalista Jorge Abrantes, rua Vista Nova, rua Volta Alegre, rua Jaguaruana, rua Príncipe da Beira, rua Otávio Lobo, segundo moradores o problema existe em muitas outras ruas na área entre Estância/Jiquiá. 

O blog O Marco Ambiental fez um registro fotográfico(vejam logo abaixo) da situação no referido bairro, esperamos que as autoridades ambientais como Cipoma(Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente), CPRH(Agência Estadual de Meio Ambiente) e outras intervenham na região energicamente, para que de fato a Área de Manguezal seja preservada em função do bem estar de todos os moradores e da própria cidade do Recife.



 (Foto nº 01) Créditos: O Marco Ambiental     







 

 



No final desta rua, Jornalista Jorge Abrantes, começa a destruição silenciosa do manguezal.




(Foto nº 02) Créditos: O Marco Ambiental












Grande aterro já em formação e ao mesmo tempo derrubada da vegetação de manguezal.




(Foto nº 03) Créditos: O Marco Ambiental












Observe que até a demarcação da área pelos futuros moradores já foi feita, com colocação de fitas ou fios nos troncos dos manguezais.






(Foto nº 04) Créditos: O Marco Ambiental













A utilização de trator para espalhar areia e as metralhas é nítida na rua Jorge Abrantes.





(Foto nº 05) Créditos: O Marco Ambiental














Outra área de manguezal sendo demarcada, ao fundo vemos a vegetação cortada irregularmente.







(Foto nº 06) Créditos: O Marco Ambiental












Neste local as árvores estão sendo derrubadas até com as raízes. 






(Foto nº 07) Créditos: O Marco Ambiental













No centro da imagem, observa-se uma grande clareira formada pela derrubada das árvores.





(Foto nº 08) Créditos: O Marco Ambiental










Algumas destas árvores foram cortadas recentemente(15 a 30 dias).




(Foto nº 09) Créditos: O Marco Ambiental
Placa referente a lei ambiental, onde a mesma não vem sendo cumprida(rua príncipe da Beira).





(Foto nº 10) Créditos: O Marco Ambiental
Construção de motel em área de preservação ambiental.








(Foto n º 11) Créditos: O Marco Ambiental
Se a obra foi embargada, porque não houve demolição ?







(Foto nº 12) Créditos: O Marco Ambiental


Outra área ocorrendo crime ambiental, rua príncipe da Beira. Onde é visto uma enorme clareira no manguezal.






(Foto nº 13) Créditos: O Marco Ambiental
Rua Jaguaruana vem aumentando sua extensão em  direção ao manguezal.








(Foto nº 14) Créditos: O Marco Ambiental
Na rua Vista Nova também ocorre desmatamento do manguezal.  






(Foto nº 15) Créditos: O Marco Ambiental

Observe no final da rua Vista Nova que o manguezal está sendo aterrado já próximo ao rio Tejipio.




(Foto nº 16) Créditos: O Marco Ambiental

Rua Volta Alegre, outra área invadida. É flagrante o uso de trator para aterrar o manguezal no bairro da Estância. 






(Foto nº 17) Créditos: O Marco Ambiental
Grande área de manguezal destruída no final da rua Volta Alegre. 





(Foto nº 18) Créditos: O Marco Ambiental

Observa-se claramente que alguns desmatamentos foram realizados há poucos dias.






(Foto nº 19) Créditos: O Marco Ambiental
Inúmeras árvores foram derrubadas na rua Volta Alegre.

sábado, 15 de dezembro de 2012

DRENAGEM URBANA

(Urban Drainage)
( Parte n 02)




      A drenagem urbana pode ser afetada por dois fatores, são os fatores climáticos e físicos. Os fatores climáticos geralmente são estabelecidos pelo macroclima (altitude, longitude, latitude e circulação atmosférica). Podem também serem definidos pelo microclima que compreende as influências (interferências) no meio ambiente (aumento da poluição atmosférica em determinada área, construção de barragens, grandes movimentações de terra, escavação ou aterramento, retiradas das árvores sem um manejo florestal correto). 

     Na zona urbana das grandes cidades as áreas que são impermeabilizadas pelo concreto e asfalto, sem dúvida nenhuma absorvem mais energia (calor), provocando o aquecimento da cidade. 

     Nas cidades onde as áreas verdes são preservadas ou até mesmo onde essas áreas são aumentadas, o clima fica mais agradável, ocorre uma maior infiltração das águas das chuvas; evitando alagamentos, a população possui mais espaços para o lazer, a poluição visual é praticamente inexistente; propiciando que toda a beleza paisagística seja admirada por todos. 

     Os fatores físicos, têm uma relação direta com as enchentes nas zonas urbanas, o sistema urbano está intimamente ligado ás características da geologia, da topografia, da morfologia pertencentes a cada bacia hidrográfica.

     O tipo de solo predominante é determinado pela geologia, onde também se determina sua permeabilidade. Em áreas que possuem solos arenosos, a tendência é que raramente ocorre enchentes, já em áreas com solos argilosos geralmente a frequência das enchentes serão maiores.

     A topografia de uma bacia hidrográfica define a velocidade de escoamento das águas sobre a superfície. As bacias planas têm normalmente  velocidade de escoamento mais lenta que as bacias íngremes, diminuindo considerávelmente a ocorrência das enchentes. Porém as regiões mais planas, podem ter uma frequência maior de alagamentos, caso não seja realizada uma correta drenagem urbana.

     Temos um outro fator muito importante, que é a forma da Bacia Hidrográfica, a mesma tem grande influência na ocorrência das enchentes. Em uma bacia mais alongada, teremos uma menor possibilidade de ter uma enchente do que em uma bacia arredondada, possuindo as duas bacias a mesma área. 

     Numa bacia arredondada, seja em qualquer direção que a nuvem venha, as chances das chuvas atingirem toda a bacia são grandes.
     Porém em uma bacia alongada, a vazão de cheia ocorrerá unicamente se a direção da chuva for no sentido do escoamento superficial. Pois em qualquer outra direção das chuvas, poderá acontecer ou não que a mesma atinja toda a bacia. Então nas bacias alongadas sempre ocorrerá menos enchentes que nas bacias arredondadas, levando-se em conta apenas o fato qualitativo.


     " O tempo de concentração ou tempo de resposta é o tempo contado a partir do início das chuvas, do momento em que a gota d'água cai no ponto mais distante da bacia hidrográfica até ela atingir a seção do curso de água que está sendo considerada, ou seja, a exutória ou a saída da bacia."



      O aumento da frequência das enchentes urbanas, está diretamente ligado a fatores humanos, como alteração do sistema natural de drenagem, a ocupação irregular da bacias hidrográficas, mudanças no microclima.

    A retificação de cursos d'água nos centros urbanos, é uma solução para terminar ou diminuir bastante com os alagamentos. Uma retificação é nada menos que reduzir o percurso natural, tornando-o mais curto e menos tortuoso, ou seja, tirando as curvas existentes nos cursos d'água.

    O crescimento desordenado dos centros urbanos, tornaram-se o principal fator de aumento das enchentes, a falta de planejamento ou ordenamento do "Uso e Ocupação do Solo Urbano" , acarretaram grandes problemas  para as cidades. 

    Existem várias soluções para diminuir os riscos das enchentes, são soluções alternativas ou compensatórias, que favorecerá a infiltração da água no solo, portanto devemos utilizar um conjunto de medidas e não apenas uma única solução, para diminuir o escoamento superficial.

    abaixo temos algumas destas soluções:

- Construção de reservatórios de retenção ou os famosos "piscinões" ;
- Implantação de pavimentos permeáveis;
- Conservação das áreas de manguezais, de maceiós,  e terrenos charcos, ou outros deste tipo;
- Construção de reservatórios para retenção de água das chuvas dos edifícios residências ou comerciais, essa água armazenada pode ser utilizada para usos não potáveis.
- Construção de telhados verdes é uma boa solução de médio a longo prazo.


    Vimos que o problema das enchentes deve ser resolvido por toda a sociedade, sejam governos, empresas e cidadãos comuns(através de um representante legal, como o presidente da associação do bairro). As ações em conjunto nos trás as melhores soluções técnicas para resolver de uma vez o problema dos alagamentos e enchentes na zonas urbanas.

  


    

(Foto n 01) Créditos: O Marco Ambiental            


    











Canal em concreto pré-moldado, para drenagem
das águas pluviais.






(Foto n 02) Créditos: O Marco Ambiental












Canal de drenagem apresentando formação de plantas aquáticas e lixo, jogado pela população.







(Foto n 03) Créditos: O Marco Ambiental













Canal obstruído com vasta vegetação, em dias de 
fortes chuvas provavelmente haverá alagamento das ruas próximas.





sábado, 8 de dezembro de 2012

DRENAGEM URBANA
(Urban Drainage)
(parte nº 01)



    "Drenagem é o termo dado ao sistema natural ou artificial condutor de água pluvial ou subterrânea para fora de uma determinada área".

    Em áreas urbanas o sistema é chamado de Drenagem Urbana, porque o sistema natural sofre uma intervenção do homem, ou seja, ruas são asfaltadas, calçadas recebem piso cimentado ou até cerâmica, causando impermeabilização do solo; construção de canais e reservatórios de acumulação, são outras formas intervencionista do homem na natureza.

    Existem dois tipos de sistema de drenagem urbana, a micro-drenagem e a macro-drenagem, a micro-drenagem é formada pelas ruas, sarjetas, bocas-de-lobo, poço de visita e pequenas galerias. O sistema de macro-drenagem tem a função de fazer o trânsito fluir mesmo em dias de chuvas fortes.

    As águas escorrem pelas sarjetas e guias do meio-fio, entram pelas bocas-de-lobo, que levam até as galerias de águas pluviais através de uma tubulação.
    Temos que seguir as seguintes recomendações para reduzir o volume de água nas ruas, são elas:


  •  Uma rua secundária pode ter todo seu piso coberto pelas águas das chuvas;
  • Uma rua principal, tem que manter, no mínimo uma faixa de rolamento livre das águas, normalmente deve ser no centro da rua;
  • Uma avenida tem que ter pelo menos uma via livre das águas em cada sentido;
  • Uma via expressa somente pode comprometer uma única faixa, deixando as outras faixas livres das águas.

     É de suma importância que seja realizada periodicamente a limpeza das bocas-de-lobo, visto que infelizmente muitas pessoas ainda jogam o lixo da varrição dentro das próprias bocas-de-lobo. Sem manutenção todo o escoamento das águas das ruas ficam comprometidos, causando vários transtornos para a cidade.

     A macro-drenagem recebe as águas das ruas e das pequenas galerias, fazem parte do sistema macro, todos os cursos de águas naturais, como os ribeirões, riachos, córregos e os rios que pertencem aquela bacia de drenagem urbana.

     Os canais de macro-drenagem na sua maioria são abertos, porém em alguns lugares eles são fechados por causa do odor fétido dos esgotos que são lançados indevidamente nos canais. Também o sistema macro sofre com o lixo que é jogado nos canais, deixando todo o sistema de escoamento comprometido no seu funcionamento, provocando alagamentos na área.

     Sabemos que os efeitos em um sistema de drenagem urbana causado pela enxurrada, são sempre em maiores proporções do que nas zonas rurais. Na zona urbana o solo encontra-se impermeabilizado, enquanto que na zona rural há todo um processo de infiltração das águas no solo da região.

     Os canais e galerias formam o sistema de macro-drenagem urbana, sendo que os canais são a céu aberto e as galerias fechadas. As galerias de águas pluviais nunca devem trabalhar sob regime de pressão, porque ocorrerá o retorno das águas para as bocas-de-lobo, e destas para as ruas e avenidas, alagando tudo e interrompendo o trânsito na cidade.

     Quando o sistema de micro-drenagem trabalha com deficiência, ocorre alagamentos na ruas, reduzindo o volume de tráfego de veículos, entretanto quando o sistema de macro-drenagem trabalha com deficiência, geralmente ocorre a paralisação do fluxo de veículos, causando enormes engarrafamentos, provocados pelos alagamentos das ruas, os carros podem até serem arrastados pela correnteza. Após as ruas e avenidas secarem, acontece normalmente um surto de doenças de veiculação hídrica e animal (devido a lama e o lixo acumulados), fazendo-se necessário a intervenção dos órgãos de Saúde Pública.






(Foto n 01) Créditos: O Marco Ambiental

















Boca de lobo, funcionando perfeitamente.





(Foto n 02) Créditos: O Marco Ambiental













Boca de lobo, obstruída pela vegetação e sem função para drenagem das águas.




(Foto n 03) Créditos: O Marco Ambiental



  









Boca de lobo, quebrada e com dejetos lançados dentro do sistema de drenagem das águas pluviais.

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Resposta da nossa enquete do dia 10/11/2012 
perguntamos ( Você sabe onde fica ? )
R: Pôr-do-Sol em Ouro Preto-Olinda/PE ( Santuário Mãe Rainha )

Answer our poll: On 10/11/2012
Asked: (You know this place ?)
R: Sunset in Ouro Preto(Olinda City, State of Pernambuco-Brazil), Sanctuary Queen Mother.