sábado, 25 de junho de 2016








SISTEMAS DE AGROFLORESTAS






     Ernst Gotsch, um cientista nascido na Suíça em 1948, tinha sua pesquisa voltada para o melhoramento genético, especialmente nas plantas forrageiras, seu objeto de estudo era desenvolver genótipos que se tornassem mais resistentes às pragas. Num determinado momento ele indaga a si mesmo: "A resposta que procuro não estará no caminho inverso das minhas pesquisas ?"

     Assim Ernst Gotsch, em seus pensamentos já iniciava o embrião da Agricultura Sintrópica: "Será que produziríamos mais resultado se desenvolvêssemos modos de cultivo onde seriam criadas condições mais favoráveis ao pleno crescimento das plantas ?" A sintropia começa pelo mais simples e vai até o mais complexo.

     Nos anos 70, ele realiza estudos na Suíça e sul da Alemanha, estabelecendo consórcios entre milho e feijão, trigo, ervilha com framboesa, maçã e cereja. Com o sucesso das suas colheitas, surge o termo "Sucessão de Sistemas", por Ernst Gotsch.

    Por volta de 1979, muda-se para a Costa Rica, onde realiza trabalho de recuperação de terras degradadas, ele implanta o Sistema de Agroflorestas, que foram altamente produtivos, tudo isso sem uso de agrotóxicos. 

     Em 1982, Ernst Gotsch finalmente desembarca no Brasil, em 1984 adquire uma fazenda no município de Pirai do Norte no sul da Bahia. A mesma estava completamente esgotada, não havia água e a floresta quase totalmente devastada pelo seu antigo dono, que era madeireiro na região. Então começa a desenvolver seu experimento em Sistemas Agroflorestais Sucessionais, tendo anos depois alcançado alta produtividade, antes eram cerca de 500 hectares de terras improdutivas.

    Hoje ele já tem parte da Mata Atlântica recuperada, são 410 hectares de florestas. Começou com cacau e banana, já produz também milho, mamão e abobora, pupunha e açaí, e outras culturas. Onde antes não tinha água, agora já existem 14 nascentes na região com água o ano inteiro, até o clima na fazenda é mais frio do que em outras áreas próximas.

     As técnicas de Ernst Gotsch podem ser implantadas em vastas regiões do Brasil, como a Amazônia, o Cerrado, a Caatinga, bem como o Altiplano Boliviano.

Veremos a seguir algumas técnicas Agroflorestais:

* Combinação de árvores ou arbustos com espécies agrícolas;

* Combinação de árvores ou arbustos com plantas forrageiras herbáceas e animais;

* Criação ou manejo de animais em consórcios silvi-agrícolas.


     Quer saber mais sobre este assunto ?
acesse: agendagotsch.com
Você verá vídeos incríveis mostrando vários momentos dessa técnica agrícola.








(Foto nº 01) Créditos: EMBRAPA












Consórcio de Bananeiras com Forrageiras.









(Foto nº 02) Créditos: EMBRAPA












Consórcios de plantas Forrageiras com Árvores de Pequeno e Médio Porte.



















     

sábado, 21 de maio de 2016










AGRICULTURA SUSTENTÁVEL





      Quase todo mundo já ouviu falar em Desenvolvimento Sustentável, que é utilizar os recursos da natureza sempre pensando no futuro, ou seja, desenvolver a sua propriedade rural de forma responsável, sem destruir o Meio Ambiente.

     Então, o que seria Agricultura Sustentável ? Ainda hoje tem muitos agricultores plantando do mesmo jeito há anos, adubam a terra com produtos químicos e plantam só um tipo de cultura(monocultura). Esse sistema de plantio é muito agressivo ao Meio Ambiente, com o passar do tempo, o solo vai ficando degradado e todos já sabem qual será o resultado, uma colheita fraca sem qualidade e com baixa produtividade.

     O plantio direto é recomendado para a região de Caatinga(outras regiões também a usam), devido a escassez de água para irrigação. Com a "Agricultura Sustentável" essa técnica do plantio direto nos ensina a conviver com essa dificuldade. Basta o agricultor não preparar a terra para plantar, ele deve plantar por cima da roça anterior. Ao plantar por cima da broca, o agricultor terá inúmeras vantagens, a broca que fica na terra retém a umidade do solo, evitando a erosão e surgimento de barrancos, sem falar que a broca aumenta a fertilidade do solo, pois com o tempo, ela irá apodrecer e se transformar em adubo. Esse sistema faz o agricultor ter um produto de qualidade e sem agrotóxicos.

     Para fazer Agricultura Sustentável temos também outra boa técnica, que é a "Rotação de Cultura". É preciso variar as culturas, para não saturar o solo. Dependendo da área a ser utilizada, divida em 3 ou 4 partes, na 1ª parte plante feijão, na 2ª parte milho, na 3ª parte deixe a terra descansar por pelo menos 1 ano. No ano seguinte faça a rotação das culturas, no solo que descansou(3ª parte) plante o milho, e na 2ª parte plante o feijão, o solo que deve descansar logicamente será a 1ª parte.
     Quem separou suas terras em 4 partes, nada muda nessa técnica, plante feijão, milho e a mandioca, na 4ª parte a terra descansa, e sucessivamente siga o rodizio de culturas. 

     Pode-se combinar ainda a lavoura com pastagem, faça uma plantação consorciada com criação de animais. Você irá equilibrar o Meio Ambiente, reduzindo o risco de pragas e doenças, bem como aumentar a fertilidade do solo.
     Divida sua terra em partes. Plante numa delas a vegetação para alimentar seus animais, pode ser capim, leucena, algaroba e outras, na outra parte faça a sua lavoura, após um período de 2 ou 3 anos, onde era o lugar da pastagem faça ali sua lavoura, com este rodizio você terá uma maior fertilidade do solo, sem esquecer que não precisará comprar ração para os animais e muito menos fertilizantes ou agrotóxicos para combater as pragas. 

  






(Foto nº 01) Créditos: EMBRAPA







 Rotação de Culturas, são cultivadas aqui neste experimento da EMBRAPA: Batata; Aveia, Ervilha e Centeio.












(Foto nº 02) Créditos: EMBRAPA
















Cultivo da Soja em Plantio Direto, observem os restos culturais da lavoura anterior. 















(Tabela nº 01) Créditos: EMBRAPA












Esquema representativo de Rotação de Culturas.












(Foto nº 03) Créditos: EMBRAPA

















Sistema Consorciado de Plantação com Pastagens.











sábado, 30 de abril de 2016












ÁREAS VERDES nas GRANDES CIDADES





PRAÇA CHORA MENINO
(Recife/PE)
(Matéria (#25)






     Por volta do século XVII, o sítio do Mondego, de propriedade de João Velho Barreto, pertencia originariamente as terra de Henrique Dias.
     Sobre o local, historiadores afirmam que foi aberta uma estrada de largura regular e em linha reta, esse trecho inicial foi batizado de rua do Mondego.

     Por iniciativa da nova proprietária das terras, Dona Ana Maria dos Anjos, é construído uma capela da Invocação da Sacra Família e de São João, as obras começaram em 1755 e só foram finalizadas em 1888, bem como na rua do Mondego é erguido um prédio suntuoso de dois andares.

     O referido prédio ganha o nome de Palácio do Mondego, por ter abrigado a residência temporária do governador pernambucano- Luis do Rego Barreto(1817-1821). Em 1831, ocorre em Recife a revolução Setembrizada, eram soldados insubordinados, que saqueavam e arrombavam as casas particulares e estabelecimentos comerciais, os soldados revolucionários não tinham nenhum o menor escrúpulo em matar e roubar. Essa luta durou três dias: 14, 15 e 16 de setembro de 1831, os revoltosos foram vencidos.

     As vitimas, que foram muitas, são enterradas fora dos limites da cidade, mais precisamente no sítio do Mondego, depois disso o local passa a ser considerado mal-assombrado. Então, uma lenda foi criada pelo imaginário popular: durante a noite, quem passasse por aquele sítio, ouvia um choro de menino. Evidentemente a região passa a ser conhecida por Chora Menino.

     A Estrada do Mondego tempos depois passa a se chamar Rua Visconde de Goiana e no Palácio do Mondego começa a funcionar como o Colégio dos Padres Salesianos. Hoje naquelas terras foi construída a Praça Chora Menino, situada na movimentadíssima rua Paissandu no bairro da Boa Vista.

     

      
    
    

                                            (Foto nº 01) Créditos: O Marco Ambiental
            Uma praça com muita história.







   (Foto nº 02) Créditos: O Marco Ambiental
  Na praça são encontrados vários bancos em madeira e ferro.












(Vídeo nº 01) Créditos: O Marco Ambiental


Um belo exemplar do Baobá(ainda jovem).














(Foto nº 03) Créditos: O Marco Ambiental



























Vemos uma sequência de belíssimas palmeiras.







(Foto nº 04) Créditos: O Marco Ambiental
































Escultura talhada em pedra.










(Vídeo nº 02) Créditos: O Marco Ambiental



Um lugar agradável para relaxar.




















(Foto nº 05) Créditos: O Marco Ambiental


















O local é bem arborizado, excelente para uma boa conversa ou simplesmente para apreciar a natureza.








(Foto nº 06) Créditos: O Marco Ambiental


















Lindas flores são vistas em seus jardins.











(Foto nº 07) Créditos: O Marco Ambiental












Possui uma variedade de espécies de plantas.









(Foto nº 08) Créditos: O Marco Ambiental


















Vista da Praça Chora Menino sobre outro ângulo.






(Foto nº 09) Créditos: O Marco Ambiental












Pensamento de Nilo Pereira, não necessitando de explicações.









sábado, 19 de março de 2016










A IMPORTÂNCIA da ABELHA para a HUMANIDADE e o MEIO AMBIENTE.






          As abelhas sempre estiveram presentes na vida do homem e acompanharam sua evolução.
     Com as mudanças que o homem vem impondo ao seu ambiente o número de abelhas silvestres gradativamente estão sendo reduzidas, colocando em alto risco a produção de alimentos e a preservação do Meio Ambiente, incluindo todas as espécies de animais que habitam cada região.

     Estudos mostram que as possíveis causas da crescente diminuição das populações de abelhas estão relacionadas com: desmatamento das florestas, uso indiscriminado de agrotóxicos, as queimadas, a poluição ambiental e a expansão agrícola com áreas de monocultura.

     Cerca de 2/3 da produção de alimentos para a humanidade, direta ou indiretamente depende da ação de polinização das abelhas e outros insetos, as abelhas correspondem a 80% dos insetos polinizadores das plantas. Na ausência delas uma grande variedade de espécies de plantas e cultivos não frutificariam.

    Existem pesquisadores estudando as abelhas como bioindicadores de poluição ambiental. Eles descobriram que as abelhas operárias ao recolherem o néctar, a água e o pólen das flores, iniciam um processo onde carregam no seu corpo ou são ingeridos pelas mesmas, de substâncias químicas, microrganismo e partículas em suspensão no ar. Sendo um excelente bioindicador para monitoramento de impacto ambiental, os elementos-traços no pólen servem para biomonitorar o Meio Ambiente.  

     O físico Albert Einstein já alertava a humanidade sobre a importância das abelhas: "Se as abelhas desaparecerem da face da terra, a humanidade terá mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana".

       





     
(Foto nº 01) Créditos: O Marco Ambiental












  Abelha, um inseto que existe desde o início da humanidade.






                  (Vídeo nº 01) Créditos: O Marco Ambiental
             As Abelhas Captando o Néctar das Flores












(Foto nº 02) Créditos: O Marco Ambiental


















Segundo Cientistas a Abelha é um Excelente Bioindicador de Poluição Ambiental.












                                    (Vídeo nº 02) Créditos: O Marco Ambiental
   Os Melhores Polinizadores das Plantas são as Abelhas.